Diário de formação de Nil



segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trabalhando a leitura e o ensino de literatura
Analisando o ensino de literatura, percebe-se que a falta de visão crítica, a dificuldade de maior compreensão dos textos e a  apreciação pela Literatura, quer brasileira ou estrangeira por parte  dos alunos é decorrente de todo um processo de aprendizagem imposto pela própria  metodologia vigente em todo sistema educacional público e privado do nosso país.
O Sistema autocrático e unilateral imposto na formação do aluno-leitor não dar a mínima condição de dotá-lo de visão crítica e apreciativa da literatura em si, direcionando este aluno leitor a visualizar um texto não como um analista do contexto, mas como uma pessoa que deva navegar neste texto buscando os sujeitos e predicados, objetivando o rumo dos substantivos e adjetivos, perfazendo assim uma visão literária respaldada  tão somente pela gramática normativa.
A Gramática Normativa é necessária, claro, mas se estudada em outro contexto ou seja no seu próprio universo lingüístico. A Literatura, é arte, é técnica, é cultura, é informação, é formação, é entretenimento, é viagem, é interação entre leitor e criador. Portanto, o estudo da literatura  em nossas escolas inclusive na formação dos nossos professores, quer do Jardim à Universidade, deveria ter esta visão, assim o ato de ler pelo aluno passaria a ser mais apreciado e a literatura passaria a ocupar o seu verdadeiro espaço no contexto social.
Certamente para ocorrer mudança dessa natureza, outros aspectos  no contexto educacional devem ser considerados, entre eles está  a reinterpretação  da escola do seu corpo discente. Como levar  uma peça literária a um aluno sem ao menos conhecer as suas origens e limitações? Hoje não fazemos isso, simplesmente empurramos o texto de garganta a dentro e cobramos uma interpretação de um aluno que ao menos sabe fazer uma leitura do seu próprio contexto social.
Portanto, se chegarmos ao patamar de entender literatura como um processo espontâneo, onde a palavra de ordem seja a liberdade de expressão dotada de criatividade dentro da linguagem a quem nos destinamos alcançar, certamente teremos um futuro repleto de pessoas mais nobres em todos os sentidos.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nil no mundo das Letras....

Ensino da Língua Portuguesa


Não se aprecia o que não se entende. Partindo desse princípio não pode um professor de Língua Portuguesa cobrar de um aluno uma comprensão plena da aula, se nela não foram dadas ferramentas de decodificação da mesma em forma de estimulo.
O que seriam essas ferramentas?
Sabendo-se que jamais pode se fazer uma pergunta em japonês a um aluno que somente fala português, sabe-se também que o primeiro passo para alimentar o gosto e a compreensão plena da aula, é simplesmente torná-la atrativa e envolvente.
Para torná-la atrativa, antes de tudo o professor deve estudar os fatores de influência de seu grupo de discentes, suas dificuldades e limitações, levando-se em conta seu amadurecimento emocional, neurológico e social.
O professor deve descobrir qual a realidade sócio-cultural, de modo a falar sua linguagem e poder de forma criativa adequar a realidade da turma, levando os estimulos necessários a consecução de maior índice de interesse e compreensão das aulas de Língua Portuguesa.
Não se aprecia o que não se entende. Partindo desse princípio não pode um professor de Língua Portuguesa cobrar de um aluno uma comprensão plena da aula, se nela não foram dadas ferramentas de decodificação da mesma em forma de estimulo.
O que seriam essas ferramentas?
Sabendo-se que jamais pode se fazer uma pergunta em japonês a um aluno que somente fala português, sabe-se também que o primeiro passo para alimentar o gosto e a compreensão plena da aula, é simplesmente torná-la atrativa e envolvente.
Para torná-la atrativa, antes de tudo o professor deve estudar os fatores de influência de seu grupo de discentes, suas dificuldades e limitações, levando-se em conta seu amadurecimento emocional, neurológico e social.
O professor deve descobrir qual a realidade sócio-cultural, de modo a falar sua linguagem e poder de forma criativa adequar a realidade da turma, levando os estimulos necessários a consecução de maior índice de interesse e compreensão das aulas de Língua Portuguesa.



" O professor precisa conhecer o meio social e cultural em que seu aluno está inserido."


Discentes: Nil e Carol